Cerca de 200 manifestantes participaram do ato "Ocupe Acquario", realizado na noite de ontem pela Rede de Advogados Populares (Renap), no entorno das obras do Acquario Ceará. O ato de ocupação simbólica teve o objetivo de demonstrar a insatisfação da população quanto às prioridades do governo.
Além de atividades culturais, a programação, que não teve grande adesão de pessoas, contou com uma roda de conversa em que foram discutidas as manifestações que tomaram as ruas do País e os gastos com a Copa do Mundo FOTO: TUNO VIEIRAAlém de atividades culturais, a programação, que iniciou por volta das 19h20, contou com uma roda de conversa em que foram discutidas as manifestações que tomaram as ruas do País, os gastos com a Copa do Mundo no Brasil, assim como os problemas relacionados à Saúde e Educação.
Segundo o advogado Rodrigo de Medeiros, um dos organizadores do evento, o debate também serviu para mostrar que as manifestações realizadas na últimas semanas não foram feitas apenas por vândalos. O advogado lembra que o direito de se rebelar para protestar, além de sagrado, é garantido pela Constituição Federal.
Ato tranquilo
Entre os participantes do debate estava o advogado e integrante do Movimento dos Conselhos Populares (MCP), Igor Moreira, e a integrante do grupo Tambores de Safo, Lila Bezerra. O protesto foi marcado por um ato tranquilo e seguiu com a programação feita por oficinas de malabaristas, com circulação de fanzines e apresentação do grupo Batalhão de Nhoque, dos Palhaços Manifestantes.
O entorno das obras do Acquario estava reforçado pela Polícia Militar e Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur). Segundo o coronel Cláudio Mendonça, o policiamento se fez presente no local para garantir a segurança das pessoas. "Nós estamos aqui, sobretudo, para resguardar a integridade de todos os participantes que vieram fazer a manifestação e ao mesmo tempo, de forma secundária, proteger o patrimônio privado e o público, a fim de que não haja nenhum dano", explicou. A estrutura do policiamento foi montada para um período de 24 horas. Até a noite de hoje, 60 homens e dez viaturas reforçarão o entorno que compreende as obras do complexo do Acquario.
O ato "Ocupe Acquario" também contou com a Associação dos Defensores Públicos do Ceará (Adpec). Segundo a presidente do órgão, a Defensoria Pública tem comparecido desde o início das manifestações na Capital, se colocando como garantidora dos direitos, e a Adpec tem se feito presente nos protesto para observar e mostrar para a sociedade o papel do defensor.
A categoria aproveitou o ato para se posicionar contra o veto da presidente Dilma ao Projeto de Lei 114, que visa dar autonomia financeira à Defensoria Pública. "Isso significa tirar do Executivo a gestão sobre o orçamento e entregar diretamente à Defensoria", explicou a presidente da Adpec, Sandra Sá.
A programação foi organizada para durar toda a madrugada com apresentação de vídeos. No local, os manifestantes preferiram não falar com a imprensa.
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