A Petrobras informou ontem que comprovou a ocorrência de petróleo e gás de boa qualidade no bloco BM-SEAL-10, em águas ultraprofundas da Bacia de Sergipe-Alagoas. Esse bloco é parte da concessão SEAL- M-499, operada pela Petrobras com 100% de participação. A descoberta ocorreu durante a perfuração do poço 1-BRSA-1088-SES (1-SES-168), informalmente conhecido como Moita Bonita e situado em lâmina d´água de 2.775 metros, informou a Petrobras em comunicado.Localizado a 85 km do município de Aracaju, o poço está cerca de 35 quilômetros a sudoeste da acumulação de Barra, onde foi perfurado o poço 1-SES-158, que revelou a primeira descoberta significativa de gás em águas ultraprofundas da Bacia de Sergipe-Alagoas.
Ainda nesta Bacia, a Petrobras anunciou, no dia 22 de agosto, a conclusão da perfuração do poço de extensão de Barra, o 3-SES-165 (Barra 1), também portador de óleo e localizado a cerca de 30 quilômetros do poço Moita Bonita. A descoberta de Moita Bonita foi constatada por indícios de petróleo identificados durante a perfuração do poço, pela análise dos perfis e por amostras de fluidos recuperadas em testes a cabo, segundo a Petrobras. A partir da profundidade de 5.070 metros foi verificada uma coluna de hidrocarbonetos de cerca 300 metros, dos quais 52 metros são formados por arenitos porosos portadores de óleo leve, gás e condensado.
Ação contra a Petrobras
Depois de 20 anos de tramitação, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decide na próxima terça-feira processo em que a Petrobras é acusada de abuso de poder sobre a Petroquisa, sua antiga subsidiária petroquímica. A ação começou com o protesto de um acionista minoritário da Petroquisa, a Porto Seguro Imóveis, que se sentiu lesada com decisões da estatal controladora, na privatização iniciada no governo Fernando Collor de Mello, nos anos 1990.
A Petrobras perdeu sucessivamente em instâncias inferiores. Com juros e correção monetária, a causa poderia chegar hoje a R$ 10 bilhões.
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