Vaidoso, Kim Jong-il era visto frequentemente com óculos escuros
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il, morreu aos 69 anos, informou a TV estatal do país nesta segunda-feira. O governo do país afirmou que o filho do líder, Kim Jong-un, será seu "grande sucessor" e pediu união aos norte-coreanos.Kim Jong-il, que estava no pom de trem. O anúncio da morte só foi feito nesta segunda-feira, quando uma apresentadora, usandoder havia 17 anos, morreu no sábado (17) após sofrer um ataque cardíaco durante uma viage roupas pretas, fez uma leitura emocionada em rede nacional de televisão.
De acordo com a apresentadora, o líder morreu por causa de um “grande esforço físico e mental” durante visita a uma área próxima da capital, Pyongyang. Depois, a rede estatal KCNA informou que Kim Jong-il sofreu um ataque cardíaco.
A emissora mostrou imagens da população chorando nas ruas. “Volte, general, volte. Não podemos acreditar que você foi embora”, afirmou uma entrevistada.
A emissora afirmou que o filho do líder deverá liderar o comitê organizador do funeral, que sera realizado em 28 de dezembro. O período de luto nacional deve se estender até o dia 29.
"Todos os membros do partido, militares e o público devem seguir a liderança do camarada Kim Jong-un, proteger e fortalecer a frente unificada entre partido, militares e público", informou a KCNA. Kim Jong-un, que teria mais de 25 anos de idade, foi indicado para ser sucessor de seu pai há mais de um ano.
Tensão na Coreia do Sul
O governo da Coreia do Sul colocou seus militares em estado de alerta em meio ao temor de que a morte de Kim Jong-il possa causar instabilidade no país comunista, empobrecido mas com armas nucleares. Tecnicamente, os dois países permanecem em estado de guerra desde a Guerra da Coreia (1950-1953).
O Conselho Nacional de Segurança sul-coreano está reunido para uma reunião de emergência, segundo informação da agência de notícias Yonhap. O governo japonês também convocou uma reunião de segurança.
A Casa Branca disse que está "monitorando com atenção" as informações sobre a morte de Kim Jong-il e disseram estar "comprometidos com a estabilidade da península coreana e com a liberdade e segurança de nossos aliados".
Trajetória
Kim Jong-il herdou o poder após a morte de seu pai, Kim Il-sung, em 1994. Logo depois, o país enfrentou uma época de muita fome, causada por reformas econômicas que fracassaram e lavouras abaixo do esperado. Com isso, estima-se que dois milhões tenham morrido.
O regime do líder norte-coreano foi muito criticado por abusos dos direitos humanos e permaneceu isolado devido ao seu programa de armas nucleares.
Durante o governo de Kim Jong-il, os recursos do país foram voltados para os militares e, em 2006, a Coreia do Norte realizou seu primeiro teste nuclear. Três anos depois, o país realizou o segundo teste. Negociações envolvendo vários países para desarmar a Coreia do Norte estão paradas há meses.
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