Após romper o cerco contra o quartel-general do líder líbio, Muamar Khadafi, os rebeldes estão saqueando o complexo governamental e residencial na capital, Trípoli, segundo o chefe do escritório da BBC no Oriente Médio, Paul Danahar.
Danahar diz ter visto rebeldes carregando pinturas, objetos ornamentais, uma geladeira e até taças de cristal do complexo de Khadafi.Um busto de Khadafi também foi arrancado de sua base e a cabeça da estátua foi chutada. Cartazes com imagens do líder líbio foram destruídos pelos rebeldes, que continuavam a atirar para o alto, celebrando a tomada do complexo, uma das poucas áreas de Trípoli que aparentemente ainda estavam sob o controle do governo.
Segundo uma rádio ligada aos oposicionistas, a bandeira tricolor utilizada pelos rebeldes foi hasteada no complexo governamental, no lugar da bandeira verde utilizado pelo regime por 40 anos. A informação, no entanto, não tem a verificação de fontes independentes.
A operação começou cedo, quando os rebeldes reuniram centenas de voluntários, que marcharam para o centro de Trípoli a bordo de caminhonetes, com o intuito de quebrar o cerco ao complexo de Khadafi.
Imagens da TV mostram focos de fumaça no complexo e rebeldes, sem vestimenta militar, segurando rifles e dando tiros para cima, já celebrando o fim do regime.
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Paradeiro desconhecido
O paradeiro de Khadafi ainda é desconhecido. Segundo a agência de notícias russa Interfax, Khadafi conversou nesta terça-feira por telefone com um integrante do governo russo, afirmando que está bem, em Trípoli, e que não pretende deixar a Líbia.
As informações vindas da capital líbia, no entanto, são desencontradas. Nessa segunda-feira, as forças rebeldes anunciaram a prisão de três filhos de Khadafi.
Mais tarde, Saif-al-Islam, filho de Khadafi e considerado o número dois do regime, reapareceu e falou com jornalistas estrangeiros. Ele disse que as forças leais a seu pai ainda estavam no controle de Trípoli.
Líderes rebeldes e o porta-voz da Otan, que tem participado da ofensiva por meio de bombardeios autorizados pela ONU, desmentiram a versão do regime.
Além de Trípoli, a cidade portuária de Las Ranuf foi palco de


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