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Milhares se manifestam na Noruega por vítimas do massacre

Com flores nas mãos, ao menos 100 mil se reuniram no centro de Oslo nesta segunda-feira para uma vigília pacífica em homenagem às vítimas do ataque duplo contra a sede do governo na capital da Noruega e contra um acampamento na Ilha de Utoya na sexta-feira.

A concentração começou depois das 12 horas locais (7 horas em Brasília), quando o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, declarou na Universidade de Oslo um minuto de silêncio em todo o país em memória dos mortos, que, depois de uma revisão da polícia norueguesa, caíram de 93 para 76.

Segundo a imprensa local, a mobilização populacional é sem precedentes na história do país. Na capital norueguesa, a maioria dos participantes levava rosas, respondendo a um chamado realizado em várias outras cidades do país, segundo imagens da TV norueguesa. Além da marcha das flores - a qual se segue uma vigília -, concentrações também ocorreram em outras cidades de todo o país.
As ruas de Oslo foram fechadas para circulação para serem palco da manifestação, cujo objetivo foi repudiar a doutrina de ódio anti-imigrante de Anders Behring Breivik, autor presumível do massacre de sexta-feira. “As ruas estão cheias de amor", dise o príncipe da Coroa da Noruega, Haakon, à multidão.
A mobilização ocorreu no mesmo dia em que o juiz Kim Heger presidiu a primeira audiência de Breivik, que foi realizada a portas fechadas por 35 minutos. Após a audiência, o juiz afirmou que a polícia norueguesa investigará a afirmação feita pelo norueguês de 32 anos de que há mais duas células militantes de sua rede terrorista. Em coletiva posterior à audiência, autoridades policiais disseram que Breivik pareceu se contradizer com essa afirmação, já que em depoimento após ser preso afirmou que havia atuado sozinho no duplo atentado.
Na audiência, Breivik rejeitou a responsabilidade criminal pelos ataques argumentando que queria salvar a Noruega e a Europa Ocidental do "marxismo cultural", mesma expressão usada em manifesto de 1,5 mil páginas atribuído a ele e postado na internet horas antes dos ataques. De acordo com o juiz, o acusado justificou suas ações afirmando que o massacre foi necessário para evitar que a Europa seja tomada por muçulmanos.

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