Trípoli. O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) afirmou confiante que os dias do líder líbio Muammar Kadafi estão contados, mas disse que ainda não há previsão para o fim da missão da aliança ocidental para defender os civis no país árabe. "O jogo acabou para Kadafi. Ele deveria se dar conta disto rapidamente, de que não há futuro nem para ele e nem para o seu regime", afirmou.
Ao mesmo tempo em que expressou seu otimismo sobre a queda de Kadafi, após mais de quatro décadas no poder, o secretário-geral da Otan indicou que a solução para a crise líbia não pode ser militar. "Precisamos de uma solução política para sair do atoleiro", disse.
Ontem, os combates entre rebeldes líbios e as forças leais de Kadafi se intensificaram em Misrata, cidade sitiada há dois meses pelo regime. Os conflitos ocorreram em três frentes: Shintan, ao leste, a academia militar e a estrada do aeroporto ao sul, e em Burgueya, ao oeste. Os rebeldes declararam ter reforçado seu controle em Burgueya, concentrando seus esforços no setor do aeroporto.
Segundo fontes médicas, os combates e bombardeios em Misrata já deixaram 828 mortos desde fevereiro, enquanto 200 pessoas estão desaparecidas.
Investigação
A Otan investiga a informação de que 61 imigrantes africanos morreram de fome e sede em uma embarcação no Mediterrâneo depois que militares aliados ignoraram seus pedidos de ajuda, informou o jornal britânico "The Guardian".
Segundo a reportagem, o barco procedente da Líbia com 72 pessoas a bordo - entre elas 20 mulheres e duas crianças - ficou à deriva durante 16 dias quando tentava chegar à ilha italiana de Lampedusa. Tanto a Otan quanto a França -que também teria recusado socorro - negaram a negligência.
Apesar dos alertas emitidos pelos guardas costeiros italianos e do contato que os imigrantes fizeram com um helicóptero militar e com um porta-aviões da Otan, ninguém realizou o resgate do barco.
Segundo um dos sobreviventes, Abu Kurke, "em um momento da travessia, um porta-aviões se aproximou, enquanto os imigrantes faziam sinais de socorro. De acordo com o "Guardian", o único porta-aviões que operava naquela área era o francês Charles de Gaulle.
Segundo o porta-voz das forças armadas francesas, Thierry Bukhhard, a embarcação não teve contato nenhum com os refugiados líbios.
Ao mesmo tempo em que expressou seu otimismo sobre a queda de Kadafi, após mais de quatro décadas no poder, o secretário-geral da Otan indicou que a solução para a crise líbia não pode ser militar. "Precisamos de uma solução política para sair do atoleiro", disse.
Ontem, os combates entre rebeldes líbios e as forças leais de Kadafi se intensificaram em Misrata, cidade sitiada há dois meses pelo regime. Os conflitos ocorreram em três frentes: Shintan, ao leste, a academia militar e a estrada do aeroporto ao sul, e em Burgueya, ao oeste. Os rebeldes declararam ter reforçado seu controle em Burgueya, concentrando seus esforços no setor do aeroporto.
Segundo fontes médicas, os combates e bombardeios em Misrata já deixaram 828 mortos desde fevereiro, enquanto 200 pessoas estão desaparecidas.
Investigação
A Otan investiga a informação de que 61 imigrantes africanos morreram de fome e sede em uma embarcação no Mediterrâneo depois que militares aliados ignoraram seus pedidos de ajuda, informou o jornal britânico "The Guardian".
Segundo a reportagem, o barco procedente da Líbia com 72 pessoas a bordo - entre elas 20 mulheres e duas crianças - ficou à deriva durante 16 dias quando tentava chegar à ilha italiana de Lampedusa. Tanto a Otan quanto a França -que também teria recusado socorro - negaram a negligência.
Apesar dos alertas emitidos pelos guardas costeiros italianos e do contato que os imigrantes fizeram com um helicóptero militar e com um porta-aviões da Otan, ninguém realizou o resgate do barco.
Segundo um dos sobreviventes, Abu Kurke, "em um momento da travessia, um porta-aviões se aproximou, enquanto os imigrantes faziam sinais de socorro. De acordo com o "Guardian", o único porta-aviões que operava naquela área era o francês Charles de Gaulle.
Segundo o porta-voz das forças armadas francesas, Thierry Bukhhard, a embarcação não teve contato nenhum com os refugiados líbios.
Muammar Kadafi fala em um hotel de Trípoli, imagem capturada de um vídeo divulgado pela televisão líbia
Trípoli - A televisão líbia mostrou nesta quinta-feira imagens de Muammar Kadafi em encontro com autoridades do governo em um hotel de Trípoli, acabando com as dúvidas sobre seu paradeiro. O líder não era visto desde o ataque da Otan que matou seu filho há duas semanas.
Kadafi, que ficou longe do público por conta do ataque em 30 de abril que matou seu filho mais novo e três dos seus netos, fez uma aparição pública na quarta-feira com o manto marrom que é a sua marca registrada, óculos escuros e um chapéu preto.
Kadafi foi mostrado cumprimentando um grupo de líderes tribais que o apóiam. "Você sairá vitorioso", disse um ancião a Kadafi.
Quatro meses depois do início da revolta popular contra o seu governo, Kadafi ainda segue no poder apesar dos ataques aéreos da Otan à suas forças militares.
O conflito está em um impasse, com Kadafi controlando o oeste do país, enquanto os rebeldes estão entrincheirados no leste e controlando pequenas áreas no oeste.
A televisão estatal disse que a embaixada da Coréia do Norte em Trípoli sofreu muitos danos em um ataque da Otan.
"Nós vimos essas reportagens. Nós não podemos verificá-las de maneira independente. A Otan realiza os seus ataques com a maior precisão possível para evitar danos à população civil, ao contrário do que faz Kadafi e suas forças", disse um oficial da Otan.
A reportagem deve reavivar memórias de um incidente de 1999. A Otan bombardeou a embaixada chinesa em Belgrado durante os ataques contra o líder sérvio Slobodan Milosevic.

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