Saif al Adel é o substituto de Bin Laden até que a organização defina seus rumos
O egípcio Saif al Adel foi apontado como o “líder interino” da rede terrorista Al Qaeda, disse Noman Benotman em declarações à rede de TV americana CNN. Benotman já foi líder do Grupo Islâmico de Luta na Líbia, uma organização militante que era alinhada com a Al Qaeda. Nos últimos anos, entretanto, ele se distanciou da rede de Bin Laden.
Al Adel teria sido escolhido para ocupar o lugar de Osama bin Laden, morto por militares americanos em uma operação no Paquistão no dia 1º de maio.
O egípcio teria um papel ativo na rede. Além disso, ele contaria com o apoio de grupos ligados à Al Qaeda.
Recentemente, conta Benotman, aumentaram as críticas das comunidades fundamentalistas sobre a demora na definição de um sucessor para Bin Laden. Seguidores da organização estariam reclamando inclusive em fóruns de internet.
No entanto, Benotman diz que a escolha por um egípcio pode não agradar aos membros da Al Qaeda no Iêmen e na Arábia Saudita, pois "esses grupos acreditam que o sucessor de Bin Laden deveria ser alguém da península saudita, que abrange todos os grupos de mulçumanos".
Logo depois da captura de Bin Laden, cogitou-se que Ayman al Zawahri, o número dois da rede terrorista, seria o novo líder. A "filial" iraquiana da Al Qaeda inclusive anunciou apoio ao dirigente e disse que pretendia cometer atentados para vingar a morte do líder.
Perfil
O jornal The Washington Post diz que Al Adel pertence a um grupo da Al Qaeda que estava instalado no Irã, possivelmente "cumprindo pena domiciliar" por crimes ligados ao terrorismo. A história surgiu porque um parente de Al Adel teria dado uma entrevista a um jornal com sede em Londres dizendo que Al Adel estaria sob custódia das Guarda Revolucionária em Teerã, capital iraniana.
Um ex-analista da CIA (serviço de Inteligência dos EUA) ressalta que "é preciso ver o que é para eles [iranianos] cumprir pena em casa".
A página do FBI (polícia federal americana) na internet mostra que Al Adel é um dos terroristas mais procurados do mundo.
Ele usaria duas identidades com frequência, informa o FBI: em uma, sua data de nascimento é 1960, e na outra, 1963. Além disso, o site ainda diz que “acredita-se que Al Adei seja afiliado da Jihad Islâmica Egípcia”.
O Washington Post também destaca que Al Adel é também conhecido como Mohammad Ibrahim al Makkawi, tem cerca de 44 anos e é veterano do Exército egípcio. O terrorista teria viajado ao Afeganistão na década de 80 para combater as forças soviéticas.
Nesta época, ele teria se destacado por seus talentos no combate, conta o jornal. Isso teria chamado a atenção de Bin Laden, e eles ficaram próximos. Só que o jeito de Al Adei não combinava com o de Bin Laden e nem com o número dois na organização, Ayman al Zawahiri. Por isso, eles sempre acabavam discutindo.
Osama Rushdi, um político egípcio exilado que trabalhou com os grupos revolucionários no Afeganistão e no Paquistão há mais de 15 anos, disse ao jornal americano que Bin Laden e Al Zawahiri não respeitavam Al Adel.
- Eles não o respeitavam como um militar e ele [Al Adel] não respeitava os civis.
O tempo passou e as coisas mudaram. Desde 2002, Al Adel teria retomado contato com os líderes da Al Qaeda.
Atentados
O terrorista é procurado por causa dos atentados contra as embaixadas americanas na África no final dos anos 90: em Dar es Salaam (Tanzânia) e em Nairóbi (Quênia).
A Al Qaeda reivindicou as bombas, que mataram mais de 200 pessoas.
O Departamento de Estado americano paga uma recompensa de R$ 8 milhões (US$ 5 milhões) por informações concretas que levem à captura do terrorista.Bom dia Sobral

Nenhum comentário:
Postar um comentário