Soldados franceses capturaram nesta segunda-feira Laurent Gbagbo, o líder da Costa do Marfim que se recusa a aceitar a derrota eleitoral para Alassane Ouattara. Os militares invadiram a residência de Gbagbo em Abidjan e, depois de capturá-lo, o entregaram para a oposição. Ele, então, foi preso.
A informação foi dada por um porta-voz de Gbagbo e confirmada pelo embaixador da França na Costa do Marfim, Jean-Marc Simon. Desde domingo a ONU e a França faziam ataques à residência de Gbagbo, utilizando tanques e helicópteros.
Segundo autoridades francesas, o ataque foi uma retaliação a dois morteiros jogados pelos aliados de Gbagbo na Embaixada da França em Abidjan. A Costa do Marfim foi uma colônia da França até 1960.
Gbagbo se recusa a abandonar a presidência na Costa do Marfim desde novembro, época das eleições presidenciais que tiveram seu opositor Alassane Ouattara como vencedor reconhecido pela comunidade internacional.
Gbagbo, que disputava a reeleição, alegou fraude e se autodeclarou vencedor. Desde então, o país tem vivido confrontos entre simpatizantes dos dois lados e parece à beira da guerra civil.
A crise já forçou o deslocamento de mais de 1 milhão de pessoas na Costa do Marfim. O clima é de medo em Abidjan: os moradores da cidade têm medo de deixar suas casas e só saem às ruas com as mãos sobre a cabeça, como proteção contra disparos a esmo e franco-atiradores.
Com BBC e AP

Nenhum comentário:
Postar um comentário