As forças de segurança reprimiram de forma violenta as manifestações na madrugada de ontem
Damasco. Forças de segurança da Síria mataram, pelo menos, 37 pessoas na madrugada de ontem, numa violenta repressão a novos protestos em várias partes do país contra o ditador Bashar al-Assad, afirmaram testemunhas.
O número de mortos é o maior registrado num único dia desde o início, em meados de março, de protestos por reformas no país, na esteira da onda de revoltas pelo mundo árabe.
Em três semanas de manifestações, o número de vítimas já chega a ao menos 90, mas a Organização Nacional de Direitos Humanos da Síria estima as mortes em 170.
Os episódios de violência têm se concentrado nas sextas-feiras, dia sagrado para os muçulmanos, quando multidões aproveitam a ida às mesquitas para as tradicionais orações para tomar parte nos protestos.
A maioria das mortes foi registrada em Daraa, ao sul de Damasco. A cidade, fronteiriça com a Jordânia, é o epicentro das revoltas contra o ditador Assad e tem sido isolada pelo governo sírio.
Ainda segundo os relatos de testemunhas, forças de segurança abriram fogo contra multidão estimada em dezenas de milhares de pessoas. Também foram registradas mortes em protestos num subúrbio de Damasco (três), Homs (três) e Douma (uma).
Versão do governo
O Ministério do Interior da Síria acusou, ontem, grupos de infiltrados de dispararem contra as manifestações.
"Alguns incitadores da violência, intrusos e pagos por setores externos conhecidos se infiltraram entre os manifestantes e começaram a disparar indiscriminadamente com o objetivo de causar uma divisão entre os civis e a Polícia", afirmou o ministério em um comunicado divulgado pela agência de notícias síria Sana.
A fonte oficial, no entanto, não precisou a que grupos externos se referia. Desde que começaram as manifestações da oposição na Síria, o regime de Assad sustenta que é vítima de ataques de grupos estrangeiros, entre outras razões por seu apoio a movimentos como o palestino Hamas e o libanês Hezbollah, considerados terroristas. O comunicado diz ainda que 19 membros das forças de seguranças morreram.
Damasco. Forças de segurança da Síria mataram, pelo menos, 37 pessoas na madrugada de ontem, numa violenta repressão a novos protestos em várias partes do país contra o ditador Bashar al-Assad, afirmaram testemunhas.
O número de mortos é o maior registrado num único dia desde o início, em meados de março, de protestos por reformas no país, na esteira da onda de revoltas pelo mundo árabe.
Em três semanas de manifestações, o número de vítimas já chega a ao menos 90, mas a Organização Nacional de Direitos Humanos da Síria estima as mortes em 170.
Os episódios de violência têm se concentrado nas sextas-feiras, dia sagrado para os muçulmanos, quando multidões aproveitam a ida às mesquitas para as tradicionais orações para tomar parte nos protestos.
A maioria das mortes foi registrada em Daraa, ao sul de Damasco. A cidade, fronteiriça com a Jordânia, é o epicentro das revoltas contra o ditador Assad e tem sido isolada pelo governo sírio.
Ainda segundo os relatos de testemunhas, forças de segurança abriram fogo contra multidão estimada em dezenas de milhares de pessoas. Também foram registradas mortes em protestos num subúrbio de Damasco (três), Homs (três) e Douma (uma).
Versão do governo
O Ministério do Interior da Síria acusou, ontem, grupos de infiltrados de dispararem contra as manifestações.
"Alguns incitadores da violência, intrusos e pagos por setores externos conhecidos se infiltraram entre os manifestantes e começaram a disparar indiscriminadamente com o objetivo de causar uma divisão entre os civis e a Polícia", afirmou o ministério em um comunicado divulgado pela agência de notícias síria Sana.
A fonte oficial, no entanto, não precisou a que grupos externos se referia. Desde que começaram as manifestações da oposição na Síria, o regime de Assad sustenta que é vítima de ataques de grupos estrangeiros, entre outras razões por seu apoio a movimentos como o palestino Hamas e o libanês Hezbollah, considerados terroristas. O comunicado diz ainda que 19 membros das forças de seguranças morreram.
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