Trending

Like Us

Rebeldes anunciam tomada da cidade natal de ditador da Líbia

Sirte é considerada como um dos principais redutos de Muammar Gaddafi

Youssef Boudlal/28.03.2011/ReutersYoussef Boudlal/28.03.2011/Reuters
Rebeldes próximos a Bin Jawad pegam estrada rumo a Sirte para reforçar grupos que já estão na cidade

Publicidade
Os rebeldes líbios clamam a tomada de Sirte, a cidade natal do ditador da Líbia, Muammar Gaddafi, a meio caminho entre Benghazi e Trípoli. É o ponto mais a leste em movimento contínuo já atingido pelos rebeldes – que começaram com manifestações pacíficas e se tornaram um movimento armado após forte repressão.

Um dos rebeldes, identificado como Salah, conversou com a agência de notícias EFE.

- Tomamos Sirte graças a Deus.

Após o anúncio da tomada, puderam ser escutados esta madrugada em Benghazi os sons de disparos ao ar e de foguetes por parte dos rebeldes para comemorar.

Por enquanto não há confirmação independente da queda do último grande reduto do ditador antes de Trípoli, mas a agência Jana informou dos bombardeios esta noite em Sirte e em Trípoli, que, como esperavam os rebeldes, pretendiam facilitar sua ofensiva sobre a cidade portuária.


Os rebeldes esperaram o enfraquecimento das forças do ditador pela intervenção internacional para avançar por terra. Desde o último sábado, eles retomaram o controle de Ajdabiya, Brega, Ras Lanuf, Bin Jawad e agora, Sirte. Nas mãos dos revoltosos já estão então os maiores centro petrolíferos do país como Brega e Ras Lanuf e eles afirmaram que irão exportar o produto.

O enorme impulso da ofensiva rebelde lhes permitiu percorrer mais de 450 km desde que partiram de Benghazi.

Sirte, situada a cerca de 450 km ao leste de Trípoli e onde Gaddafi costumava receber e tratar com atenção seus hóspedes preferidos, é considerada um de seus principais redutos tribais e pode decantar a sorte de um regime que dura mais de 41 anos.

Sede de alguns departamentos ministeriais, com um majestoso centro de convenções onde Gaddafi realizava seus devaneios como líder regional pan-árabe com aspirações continentais, aloja também grandes depósitos de armamento.

Os jornais parisienses Le Monde e Figaro, que estão com enviados no país, informaram que, durante o rápido avanço rebelde, os opositores conseguiram recuperar muita munição e armas em um sinal de retirada apressada das forças leais ao regime, que contam com muitos mercenários.
Governo culpa coalizão por mortes de civis

A agência estatal líbia informou que os alvos dos aviões da coalizão eram civis e militares. Por outro lado, Estados Unidos, militares, moradores e rebeldes dizem que agentes do governo depositaram corpos em locais de bombardeio para culpar a coalizão internacional por mortes.

Aviões da coalizão internacional também bombardearam neste domingo (27) a cidade de Trípoli, capital da Líbia.
O porta-voz dos revolucionários Muhamad Mergirby calculou, em entrevista para a agência de notícias EFE, que o regime líbio conta com 10 mil soldados frente os 20 mil revolucionários.
- O problema é que eles estão bem equipados de tanques e de armas, e os rebeldes só têm armas leves.
Um correspondente da TV árabe Al Jazeera explicou que em Ras Lanuf e Bin Jawad quase não houve resistência e que as ruas estavam quase desertas.
O regime do ditador admitiu no sábado perder Ajdabiya, mas não pronunciou nada sobre as outras cidades. O jornal americano The New York Times informou que as forças leais ao ditador nestes locais acabaram desistindo dos combates por falta de munição e comida.

Um dos objetivos da coalizão internacional era tanto impedir ataques aéreos como avanço de tanques, além disso, o comando militar informou que também atacou pontos estratégicos de mobilização, como estradas, a fim de que insumos e reforços não chegassem às forças de Gaddafi.
Itália pode propor asilo a Muammar Gaddafi
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse durante a semana que os aliados conversam com o regime de Gaddafi para uma saída diplomática para a crise no país. Agora, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, disse ao jornal italiano La Reppublica que seu país não descarta propor asilo para o coronel.
A proposta italiana deve ser apresentada em uma reunião na próxima terça-feira (29), quando será feita uma nova avaliação da situação no país do norte da África.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

About

Designed By Blogger Templates