Novo governo deve ser formado para fazer reformas, que podem incluir a liberalização das leis sobre mídia
Damasco. O governo do primeiro-ministro da Síria, Mohammed Naji, renunciou ontem. Segundo a imprensa oficial, o presidente Bashar al-Assad aceitou as renúncias. Um novo governo deve ser formado nos próximos dias, com a tarefa de implementar uma série de reformas, após protestos exigindo mais liberdades começarem no país em meados de março.
Antes disso, milhares de sírios tomaram as ruas do Centro da capital Damasco, ontem, para demonstrar seu apoio ao presidente. "Estamos prontos para morrer por Bashar. Estou disposto a dar até a última gota de meu sangue por ele", afirmou um universitário que participava das manifestações.
O presidente vai discursar hoje no Parlamento do país, a primeira vez em que falará sobre assuntos domésticos em duas semanas. Espera-se que ele detalhe as reformas.
Segundo a conselheira presidencial, Buthaina Shaaban, as autoridades estudam a liberalização das leis sobre mídia e partidos políticos. O governo já decidiu encerrar o estado de emergência, vigente desde que o partido Baath chegou ao poder, em 1963.
Histórico
Conhecido por sua política mão-de-ferro em relação a vozes dissidentes, a Síria orgulha-se de ser um exemplo de coexistência pacífica de fiéis de diferentes credos, em uma região marcada pelo conflito religioso. Os protestos contra o governo de Assad começaram este mês em Damasco, mas as manifestações das cidades de Daraa e Latakia foram violenta e rapidamente reprimidas pelo governo. Ativistas estimam que 130 pessoas morreram nos protestos.
As autoridades acusaram fundamentalistas e "gangues armadas" pelo movimento.
Damasco. O governo do primeiro-ministro da Síria, Mohammed Naji, renunciou ontem. Segundo a imprensa oficial, o presidente Bashar al-Assad aceitou as renúncias. Um novo governo deve ser formado nos próximos dias, com a tarefa de implementar uma série de reformas, após protestos exigindo mais liberdades começarem no país em meados de março.
Antes disso, milhares de sírios tomaram as ruas do Centro da capital Damasco, ontem, para demonstrar seu apoio ao presidente. "Estamos prontos para morrer por Bashar. Estou disposto a dar até a última gota de meu sangue por ele", afirmou um universitário que participava das manifestações.
O presidente vai discursar hoje no Parlamento do país, a primeira vez em que falará sobre assuntos domésticos em duas semanas. Espera-se que ele detalhe as reformas.
Segundo a conselheira presidencial, Buthaina Shaaban, as autoridades estudam a liberalização das leis sobre mídia e partidos políticos. O governo já decidiu encerrar o estado de emergência, vigente desde que o partido Baath chegou ao poder, em 1963.
Histórico
Conhecido por sua política mão-de-ferro em relação a vozes dissidentes, a Síria orgulha-se de ser um exemplo de coexistência pacífica de fiéis de diferentes credos, em uma região marcada pelo conflito religioso. Os protestos contra o governo de Assad começaram este mês em Damasco, mas as manifestações das cidades de Daraa e Latakia foram violenta e rapidamente reprimidas pelo governo. Ativistas estimam que 130 pessoas morreram nos protestos.
As autoridades acusaram fundamentalistas e "gangues armadas" pelo movimento.
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