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Bomba explode em ponto de ônibus em Jerusalém e fere ao menos 25 pessoas

Polícia qualifica episódio como atentado terrorista; grupos radicais ainda não reivindicaram ataque

  

JERUSALÉM -  Uma bomba explodiu em um ponto de ônibus lotado no centro de Jerusalém nesta quarta-feira, 23. Ao menos 25 pessoas ficaram feridas, 15 delas seriamente. O artefato danificou dois ônibus que estavam no ponto recolhendo passageiros. A polícia qualificou o episódio como um atentado terrorista. Nenhum grupo radical reivindicou o ataque até o momento.

De acordo com o ministro de Segurança Pública de Israel, Yitzhak Aharonovich, o ataque não foi feito por um homem-bomba, mas por um pacote com um quilo de explosivos colocado na calçada. Segundo a rádio Israel, o dispositivo teria sido acionado por telefone.  O ataque fez o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, adiar uma viagem à Rússia que faria ainda hoje. Ele participaria de uma reunião com o primeiro-ministro Dmitri Medvedev.
De acordo com um dos motoristas, a explosão foi muito forte. "Ouvi a explosão no ponto e mandei as pessoas descerem", disse Meir Hagid. O local da explosão fica na entrada de Jerusalém, próximo do principal terminal rodoviário da cidade.  Durante a Segunda Intifada palestina, no começo da década passada, ataques a ônibus e restaurantes eram comuns em Israel, mas o último atentado desta natureza aconteceu em 2004.
Tensão crescente
A tensão na região tem aumentado siginificativamente nos últimos dias. Na semana passada, dois membros importantes do braço armado do Hamas foram mortos por um bombardeio israelense. Os palestinos reagiram na segunda-feira com morteiros lançados de Gaza ao sul de Israel. O grupo Jihad Islâmica assumiu a autoria dos disparos.
Ontem, em represália aos ataques, o Exército israelense matou oito palestinos na Faixa de Gaza, na mais violenta ofensiva ao território - controlado pelo grupo radical Hamas - nos últimos meses. Hoje pela manhã, militantes palestinos voltaram a lançar foguetes contra Israel. Dois deles atingiram a cidade de Beer Sheva. Quatro pessoas ficaram levemente feridas.  O Exército israelense respondeu com novos bombardeios ao território palestino.
A escalada de violência é a mais grave desde a invasão da Faixa de Gaza no final de 2008, conhecida como Operação Chumbo Fundido, que deixou 1,4 mil mortos do lado palestino e 13 do lado israelense.  O vice-primeiro-ministro de Israel, Silvan Shalom, afirmou que se a violência continuar, "não teremos alternativa, exceto uma segunda operação Chumbo Fundido".
Com AP e BBC



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